O G1, o portal de noticias da Rede Globo fez um levantamento com os novos deputados sobre uma série de temas. Entre eles o fator previdenciário. Veja a transcrição:
Fim do fator previdenciário:
228 deputados a favor, 116 contra
Levantamento do G1 ouviu parlamentares sobre 13 temas polêmicos.
Dos 513 políticos que farão parte da nova Câmara, 414 responderam.
Do G1, em Brasília, São Paulo, Rio e Belo Horizonte
Quase metade dos deputados que assumem seus mandatos na próxima terça-feira (1º) se diz a favor do fim do fator previdenciário – mecanismo que reduz as aposentadorias, de acordo com levantamento feito pelo G1.
À pergunta "É favorável ao fim do fator previdenciário, que pode reduzir benefício de quem se aposenta mais jovem?", 228 disseram "sim" e 116 "não", e 70 não souberam responder, totalizando 414 dos 513 deputados que farão parte da nova legislatura, que começa no dia 1º de fevereiro.
O levantamento do G1 ouviu opiniões a respeito de 13 temas polêmicos. Os resultados serão divulgados ao longo deste sábado (29). A reportagem conseguiu contato com 446 dos 513 futuros deputados. Desses 446, 414 responderam ao questionário e 32 não quiseram responder. Outros 67, mesmo procurados por telefone ou por intermédio das assessorias durante semanas consecutivas, não deram resposta – positiva ou negativa – às solicitações
O fim do fator previdenciário foi aprovado no ano passado na Câmara dos Deputados, em uma das maiores derrotas do governo no Congresso. A decisão dos parlamentares, no entanto, acabou vetada pelo então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. Os deputados agora têm de analisar o veto presidencial à matéria.
Mesmo com o veto de Lula, a Justiça Federal em São Paulo decidiu no início de dezembro que a aplicação do fator previdenciário era inconstitucional. A decisão valia apenas para o caso julgado e ainda cabia recurso.
Cálculo
O cálculo do fator previdenciário leva em conta a idade, o tempo de contribuição, a expectativa de sobrevida e a média dos 80% maiores salários de contribuição desde 1994.
Na prática, o fator reduz o valor do benefício de quem se aposenta por tempo de contribuição antes de atingir 65 anos, no caso de homens, ou 60, no caso das mulheres. O tempo mínimo de contribuição para aposentadoria é de 35 anos para homens e 30 para mulheres.
Para quem se aposenta por idade, a aplicação do fator é opcional – é usado apenas quando aumenta o valor da aposentadoria. Quanto maior a idade do beneficiário no momento do pedido de aposentadoria, maior o fator previdenciário, e portanto maior o valor do benefício
Uma “nova geração” chegou à chamada Terceira Idade, física e mentalmente apta como nunca antes, e está sendo sistematicamente alijada do processo produtivo e da sua própria cidadania por preconceito e falta de estrutura da sociedade e do governo para absorve-la. Resultado: o País perde talentos, aumenta os custos da Previdência e cria uma geração de falsos inativos aos quais é negado o direito à participação e à felicidade. Vamos lutar pelo reocnhecimento e mudança desta situação.
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sábado, 29 de janeiro de 2011
Terceira Idade no consultório médico
Não se pode dizer que a “Medicina”, assim com “M” maiúsculo não venha evoluindo – e rapidamente- no tratamento dos idosos. Novas pesquisas, tecnologias, remédios inteligentes, muito está disponível para tornar a última etapa da vida mais tranqüila.
Infelizmente não é esta a situação que o idoso brasileiro encontra nos consultórios médicos, especialmente os que dependem do SUS ou dos planos de saúde. São médicos despreparados, na maioria das vezes muito jovens, com a tradicional má vontade cultural contra os mais velhos, sem uma verdadeira compreensão da vida e saúde do idoso. A impressão que fica é que eles apenas tentam remediar (literalmente) a situação, como se fossem inevitáveis os tais “males da idade”. É como se você tivesse tomando o lugar de alguém mais novo, como se ocupasse um espaço a que já não tem mais direito na sala de consultas ou na cama do hospital.
A situação é grave: o Brasil tem um geriatra para cada cinco mil idosos enquanto de acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria, enquanto o recomendável seria um para cada mil. Ainda por cima a grande maioria está concentrada no Rio e em São Paulo.
De acordo com o censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 10,78% da população brasileira tem mais de 60 anos e esta porcentagem vem crescendo rapidamente. Hoje somos ao todo 21 milhões de idosos. E cinco milhões têm problemas de saúde e precisariam do acompanhamento de um geriatra.
Enquanto isto não é possível, que tal os médicos repensarem a nova realidade do idoso no Brasil e passarem a ter uma atitude mais positiva? Só queremos ser tratados como os demais cidadãos.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Programa do Último Emprego

O censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 10,78% dos brasileiros tem 60 anos ou mais. Numa população de 190.732.694 habitantes, somamos hoje 21 milhões de pessoas da chamada Terceira Idade. E somos uma faixa da população em crescimento acelerado.
Como já é do conhecimento geral, deixamos de ser um “País de jovens”. Segundo as projeções estatísticas da Organização Mundial de Saúde o Brasil deverá ser o sexto país do mundo em contingente de idosos até o ano 2025.
Mas ainda continuamos legislando e vivendo o dia-a-dia como se esta realidade não existisse. E não tivesse seu peso. Por exemplo, a Previdência Social só se preocupa com o fato para achatar a renda dos aposentados já que serão cada vez mais, vamos começar a diminuir a renda deles a partir de agora. Mesmo que tenham pago a vida toda por uma renda maior, não há problema. Afinal continuamos chamando a aposentadoria de “benefício”, não é? Já pensou se a Previdência Privada fizesse o mesmo??
Quer outro exemplo? Entre no site do IBGE e procure por “população”. No canto esquerdo da página há vários Indicadores Sociais, entre eles, quanto à idade da população há dois itens:
“Crianças e Adolescentes” e “População Jovem”. Muito louvável, mas e os mais de 60, onde estão?
E há tantas outras opções para se analisar a questão do envelhecimento, mais produtivas e benéficas para todos os lados. Por exemplo, somos uma geração velha mais saudável, resultado de melhores das condições sociais e dos avanços da ciência. E, portanto poderíamos ter uma participação mais ativa na sociedade. Querem aumentar a idade para a aposentadoria? Que tal premiar quem se aposentar mais tarde e criar mercado de trabalho para quem tem mais de 60. Garanto que muitos, como eu, se aposentaram por estarem permanentemente desempregados.
Assim como há um programa de “Primeiro Emprego” que tal um programa de “Último Emprego”? O País está perdendo conhecimento, sabedoria, experiência por puro preconceito.
E porque não pagar uma aposentadoria justa sem o fator previdenciário? Este dinheiro se reverteria para a própria sociedade, com o aumento do consumo da parcela da população que mais cresce. Sem dúvida a indústria do turismo e do lazer agradeceriam.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Rita Pavone no meu celular
Adoro responder pesquisas sobre produtos e me inscrevo em todos os institutos de pesquisa que chegam ao meu e-mail. Mas nunca consegui responder a nenhuma (com exceção do Ibope Ratings sobre o uso da internet). Quando chegam à pergunta “faixa etária” sou sempre excluída. Os que têm mais de 60 fazem parte dos consumidores invisíveis. (Nada se destina a esta categoria, e ao que parece também não usamos os produtos de outras faixas etárias), a não ser os produtos da indústria farmacêutica (kkk). Mas eu consumo e quero que minha opinião seja ouvida. Assim escolhi esta música “Envelhecer”, do Arnaldo Antunes para ser a música oficial deste blog. Como ele diz “eu quero Rita Pavone no ringfone do meu celular” (Datemi un martello./Che cosa ne vuoi fare?/Lo voglio dare in testa/A chi non mi va, sì sì si): quero encontrar uma música da minha juventude disponível para isto, tão facilmente quanto encontraria Avril Lavigne (que gosto também) cantando All because of you (So get me a doctor/I need a repairI'm pushing my limitsAnd pulling out my hair)
Mas quero opinar sobre isto e ter o direito de escolher entre as duas qual vou colocar no meu celular.
Uma Única Vaga

Dilma Roussef, 63 anos, é a primeira mulher na Presidência do Brasil e ocupa, além do principal cargo da nação, aquela que é, muito provavelmente, a única vaga disponível para alguém com mais de 60 anos. Entre seus milhões de eleitores estavam, certamente, muitos empresários. Votaram numa mulher da terceira idade para dirigir o País, mas jamais contratariam uma mulher desta idade para suas empresas. Esta situação precisa ser discutida e revista.
No último emprego fixo que tive, aos 60 anos, o Plano de Saúde da empresa colocou uma série de dificuldades para me aceitar por causa da idade. Puro preconceito. A idade média dos brasileiros, homens e mulheres aumentou e cada dia mais, um número maior de cidadãos chegam a esta idade em plena forma física e mental. Mas não podem mais trabalhar, mesmo que queiram. São forçados, para sobreviver mal e parcamente, a se aposentarem. Com isto aumenta o número de dependentes da Previdência. Perde a sociedade ao tirar do mercado pessoas aptas e experientes. Com as aposentadorias de valores muito baixos estas pessoas também não podem ajudar a economia já que não tem renda suficiente para preencher seu tempo vazio com atividades como o turismo, por exemplo. Parabéns Dilma. Para nós outros, mulheres e homens de mais de 60 anos, resta a luta pela reversão desta situação.
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