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sábado, 29 de janeiro de 2011

Terceira Idade no consultório médico




Não se pode dizer que a “Medicina”, assim com “M” maiúsculo não venha evoluindo – e rapidamente- no tratamento dos idosos. Novas pesquisas, tecnologias, remédios inteligentes, muito está disponível para tornar a última etapa da vida mais tranqüila.
Infelizmente não é esta a situação que o idoso brasileiro encontra nos consultórios médicos, especialmente os que dependem do SUS ou dos planos de saúde. São médicos despreparados, na maioria das vezes muito jovens, com a tradicional má vontade cultural contra os mais velhos, sem uma verdadeira compreensão da vida e saúde do idoso. A impressão que fica é que eles apenas tentam remediar (literalmente) a situação, como se fossem inevitáveis os tais “males da idade”. É como se você tivesse tomando o lugar de alguém mais novo, como se ocupasse um espaço a que já não tem mais direito na sala de consultas ou na cama do hospital.

A situação é grave: o Brasil tem um geriatra para cada cinco mil idosos enquanto de acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria, enquanto o recomendável seria um para cada mil. Ainda por cima a grande maioria está concentrada no Rio e em São Paulo.
De acordo com o censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 10,78% da população brasileira tem mais de 60 anos e esta porcentagem vem crescendo rapidamente. Hoje somos ao todo 21 milhões de idosos. E cinco milhões têm problemas de saúde e precisariam do acompanhamento de um geriatra.
Enquanto isto não é possível, que tal os médicos repensarem a nova realidade do idoso no Brasil e passarem a ter uma atitude mais positiva? Só queremos ser tratados como os demais cidadãos.

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